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Advogada forjou roubo de veículo da mãe para dar golpe em seguro, diz delegada

06/12/2018
Fonte: FONTE: Capitolio Consulting com informações do Diário de Cuiabá
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Investigação da Polícia Civil apontou que a advogada tinha ligação com membros do Comando Vermelho em Cáceres

A advogada Railla Weisa Campos Silva, presa na manhã da última sexta (30), forjou o roubo da caminhonete da mãe para aplicar um golpe na seguradora do veículo, afirmou a delegada Cinthia Cupido, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Cáceres (a 225 Km de Cuiabá).

Railla foi presa após investigações da Polícia Civil apontaram que ela tinha ligação com membros do Comando Vermelho em Cáceres. A prisão da advogada causou surpresa na cidade. A mulher é filha do ex-vereador Célio Silva, que atuou no município, e morreu em acidente de carro em outubro do ano passado.

Além da advogada, outras 28 pessoas também foram presas pela Defron na manhã desta sexta, por envolvimento em crimes de roubo e tráfico que teriam sido orquestrados por membros do Comando Vermelho. Também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão.

Em entrevista ao site Cáceres Notícias, a delegada Cinthia Cupido, declarou que Railla mantinha contato com membros do Comando Vermelho da região, incluindo alguns presos que lideravam crimes da facção por meio do celular. Por meio do contato que mantinha com os integrantes do grupo, segundo a delegada, a advogada conseguiu aplicar um golpe em uma seguradora.

“Teve um falso roubo da caminhonete da mãe dela, onde teria sido aplicado o golpe do seguro. É um caso bem marcante em Cáceres, porque causou comoção na cidade. Na verdade, estavam articulando para que esse veículo fosse mandado para a Bolívia, para dar o golpe do seguro”, declarou Cinthia.

A delegada não detalhou se a advogada também é suspeita de participar de outros crimes praticados pelo Comando Vermelho da região.

As apurações

Segundo a líder da Defron, as apurações que culminaram nas 29 prisões desta sexta tiveram início há 45 dias. As investigações se iniciaram em razão de um motim que ocorreu dentro da Cadeia Pública de Cáceres.

“A partir de então, a gente começou a investigar os membros do Comando Vermelho. Com isso, identificamos que eles eram uma facção que estava dentro da cadeia e havia os membros de fora, que cometeram crimes como roubos e tráfico de drogas. Tudo isso era feito com o objetivo de fortalecer e angariar dinheiro para a organização criminosa instalada em Cáceres”, declarou.

Segundo ela, entre os presos desta sexta estavam pessoas acusadas de roubos de veículos e tráfico de drogas. “Os presos davam ordens para as pessoas que estavam na rua cometerem os delitos e passarem uma porcentagem para o Comando Vermelho”, disse.

 

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